Sobre vistos e trabalhos
Ok. Esse é um post para você que quer vir para cá. Se você pensa em vir conhecer e passar férias, a Nova Zelândia é um lugar excelente. O país possui os melhores cenários e as paisagens mais lindas em que já pus os olhos. Vale muito a pena vir passear se você for um viajante rico, com alto poder aquisitivo e disposto e esbanjar sua grana em resorts caros e hotéis cinco estrelas. Mas como a maioria dos leitores desse blog não são pessoas que se enquadram no topo da pirâmide social brasileira, aí vai uma importante dica pra você que pensa em vir para a Nova Zelândia trabalhar e fazer uma grana.
A dica é: NÃO VENHA!
Primeiro por que os brasileiros são um dos únicos na América Latina que não possuem o work holiday. Até os argentinos e os chilenos possuem, mas nós, brasileiros, não! O work holiday é um visto que te dá direito de ficar no país por um ano trabalhando nos mais diferentes lugares possíveis. Você tem seguro saúde incluso, pode usar os hospitais públicos, tem liberdade para mudar de emprego quando quiser e tem melhores salários e cargos à disposição.
Os brasileiros se encaixam em outro tipo de visto, o chamado work permit. Não é fácil obter o work permit na Nova Zelândia, primeiro porque os empregadores sempre optam pelos estrangeiros que possuem o work holiday, e segundo que se uma empresa te fornece o work permit, ela não pode te mandar embora sem ter que pagar uma multa astronômica e, fora isso, a companhia acaba vinculando o nome a um passaporte brasileiro… o que nem sempre é uma boa idéia.
No entanto, a colônia tupiniquim descobriu que em Queenstown é mais fácil obter o permit, pois em 2002 as leis para obtenção de vistos foram afrouxadas na cidade a fim de atrair mais trabalhadores para o local. Não demorou para a notícia se espalhar, e, hoje, quatro anos depois, os brasileiros representam 5% da população da cidade.
Outra maneira de trabalhar legalmente é partir para o ciclo rural. O governo da Nova Zelândia também afrouxou as regras nesse ramo e em todo país é possível encontrar um brasileiro trabalhando na roça.
Por isso só há duas maneiras de trabalhar na Nova Zelândia: a primeira é ir para Queenstown e achar um emprego de housekeeper e a segunda é ir para o campo e cortar galho, ordenhar vaca ou tosar ovelha.
Se você está disposto a isso: ótimo! Mas é preciso saber que os salários por aqui são uma merda. É claro que não tão merdas como no Brasil. Mas em se tratando de point imigracional, a Nova Zelândia perde feio para países da Europa e até para África do Sul. Por isso eu digo, se você vai fazer um investimento e não uma viagem, não venha para cá!
Aqui em Christchurch é bem difícil encontrar brasileiros. A cidade não é tão aberta a trabalhadores do terceiro mundo e o work permit aqui é algo praticamente impossível de conseguir. Descobri isso depois de chegar. Tudo bem que tenho o permit que consegui em Queenstown, mas descobri que ele não é de grande utilidade, já que para fazer a variação de condição, preciso achar um empregador disposto a entrar no complicado processo. Bob, o dono do hotel, não tem a menor idéia do rolo que é trocar de visto, mas como ele não me perguntou nada, também não disse nada. Ele só quis saber se eu tinha o visto de trabalho, mas como não especificou qual tipo de visto, eu apenas respondi:
- Yes!
O fato é que teoricamente não poderia nunca trabalhar nesse esquema com Bob. Para um empregador contratar um brasileiro, ele precisa dar mais de 30 horas semanais e bancar o visto ou a variação de condição.
Tá complicado né? Ok, vou explicar de outra maneira.
Se você é brasileiro e conseguiu arrumar um emprego na Nova Zelândia, a empresa deve dar entrada com um monte de papelada e te fornecer o work permit. Na verdade a empresa só preenche uns papéis e alguns formulários. Quem deve ir no Imigration Center é você. Chegando lá você paga uma taxa, dependendo do período em que for ficar, o preço sai em torno de 200 a 300 dólares.
Ok, você arrumou o emprego, ganhou o visto e começou a trabalhar. O que acontece se você resolver mudar de serviço? Se você for um argentino ou um europeu a resposta é: nada! Mas se você for um brasileiro, as coisas não são tão simples assim. Primeiro você teoricamente fica na ilegalidade até arrumar outro emprego, já que no passaporte as condições são bem claras e dizem que aquele visto só é valido para aquela empresa e durante aquele tempo. Se você tiver sorte de arrumar outro emprego, a empresa deve dar entrada novamente em um monte de papelada e você deve pagar pela variação de condição: 60 dólares!
Entendeu agora onde estou enfiado?
É por isso que digo: se vier para Nova Zelândia, fique nas colônias brasileiras. Sair delas só significa uma coisa: suicídio!
A dica é: NÃO VENHA!
Primeiro por que os brasileiros são um dos únicos na América Latina que não possuem o work holiday. Até os argentinos e os chilenos possuem, mas nós, brasileiros, não! O work holiday é um visto que te dá direito de ficar no país por um ano trabalhando nos mais diferentes lugares possíveis. Você tem seguro saúde incluso, pode usar os hospitais públicos, tem liberdade para mudar de emprego quando quiser e tem melhores salários e cargos à disposição.
Os brasileiros se encaixam em outro tipo de visto, o chamado work permit. Não é fácil obter o work permit na Nova Zelândia, primeiro porque os empregadores sempre optam pelos estrangeiros que possuem o work holiday, e segundo que se uma empresa te fornece o work permit, ela não pode te mandar embora sem ter que pagar uma multa astronômica e, fora isso, a companhia acaba vinculando o nome a um passaporte brasileiro… o que nem sempre é uma boa idéia.
No entanto, a colônia tupiniquim descobriu que em Queenstown é mais fácil obter o permit, pois em 2002 as leis para obtenção de vistos foram afrouxadas na cidade a fim de atrair mais trabalhadores para o local. Não demorou para a notícia se espalhar, e, hoje, quatro anos depois, os brasileiros representam 5% da população da cidade.
Outra maneira de trabalhar legalmente é partir para o ciclo rural. O governo da Nova Zelândia também afrouxou as regras nesse ramo e em todo país é possível encontrar um brasileiro trabalhando na roça.
Por isso só há duas maneiras de trabalhar na Nova Zelândia: a primeira é ir para Queenstown e achar um emprego de housekeeper e a segunda é ir para o campo e cortar galho, ordenhar vaca ou tosar ovelha.
Se você está disposto a isso: ótimo! Mas é preciso saber que os salários por aqui são uma merda. É claro que não tão merdas como no Brasil. Mas em se tratando de point imigracional, a Nova Zelândia perde feio para países da Europa e até para África do Sul. Por isso eu digo, se você vai fazer um investimento e não uma viagem, não venha para cá!
Aqui em Christchurch é bem difícil encontrar brasileiros. A cidade não é tão aberta a trabalhadores do terceiro mundo e o work permit aqui é algo praticamente impossível de conseguir. Descobri isso depois de chegar. Tudo bem que tenho o permit que consegui em Queenstown, mas descobri que ele não é de grande utilidade, já que para fazer a variação de condição, preciso achar um empregador disposto a entrar no complicado processo. Bob, o dono do hotel, não tem a menor idéia do rolo que é trocar de visto, mas como ele não me perguntou nada, também não disse nada. Ele só quis saber se eu tinha o visto de trabalho, mas como não especificou qual tipo de visto, eu apenas respondi:
- Yes!
O fato é que teoricamente não poderia nunca trabalhar nesse esquema com Bob. Para um empregador contratar um brasileiro, ele precisa dar mais de 30 horas semanais e bancar o visto ou a variação de condição.
Tá complicado né? Ok, vou explicar de outra maneira.
Se você é brasileiro e conseguiu arrumar um emprego na Nova Zelândia, a empresa deve dar entrada com um monte de papelada e te fornecer o work permit. Na verdade a empresa só preenche uns papéis e alguns formulários. Quem deve ir no Imigration Center é você. Chegando lá você paga uma taxa, dependendo do período em que for ficar, o preço sai em torno de 200 a 300 dólares.
Ok, você arrumou o emprego, ganhou o visto e começou a trabalhar. O que acontece se você resolver mudar de serviço? Se você for um argentino ou um europeu a resposta é: nada! Mas se você for um brasileiro, as coisas não são tão simples assim. Primeiro você teoricamente fica na ilegalidade até arrumar outro emprego, já que no passaporte as condições são bem claras e dizem que aquele visto só é valido para aquela empresa e durante aquele tempo. Se você tiver sorte de arrumar outro emprego, a empresa deve dar entrada novamente em um monte de papelada e você deve pagar pela variação de condição: 60 dólares!
Entendeu agora onde estou enfiado?
É por isso que digo: se vier para Nova Zelândia, fique nas colônias brasileiras. Sair delas só significa uma coisa: suicídio!


1 Comments:
Meu Deus Diago, onde vc foi se meter!!
Ja te disse, o canada era uma boa pedida... tsts
njoss
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alline, at 11/06/2006 03:14:00 AM
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